Os países da União Europeia deram aval preliminar, nesta sexta-feira (9), ao acordo comercial com o Mercosul, segundo informações divulgadas pelas agências France Presse e Reuters. A decisão ainda depende da confirmação formal dos votos por escrito até o fim do expediente em Bruxelas, mas já sinaliza um avanço decisivo após mais de 25 anos de negociações.
A aprovação inicial permite que o tratado siga para a etapa de assinatura, prevista para a próxima segunda-feira (12), no Paraguai, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Caso confirmado, o acordo poderá estabelecer a maior área de livre comércio do mundo.
O texto prevê a redução gradual ou a eliminação de tarifas de importação e exportação, além da criação de regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios entre os blocos.
Para o Brasil, principal economia do Mercosul, o acordo representa a ampliação do acesso a um mercado de aproximadamente 451 milhões de consumidores, com efeitos que ultrapassam o agronegócio e alcançam diversos setores da indústria nacional.
Apesar do avanço, o tratado segue enfrentando resistência de países como França e Irlanda, que apontam possíveis prejuízos ao setor agrícola europeu, especialmente diante da concorrência com produtos sul-americanos.






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