O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o que classificou como tentativa de transformar o comércio internacional em instrumento de pressão política. Segundo ele, a resposta mais eficaz a esse tipo de prática é a construção de acordos baseados no diálogo e na negociação entre as nações.
Durante discurso no encerramento do Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul, realizado em Seul nesta segunda-feira (23), Lula afirmou que a relação entre Brasil e Coreia do Sul demonstra que a confiança mútua e a cooperação econômica produzem resultados positivos para ambos os lados. Para o presidente, parcerias sustentadas por interesses comuns fortalecem o comércio global.
“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, afirmou.
As declarações ocorreram dias após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma tarifa global de 10%, elevada posteriormente para 15%, após a Suprema Corte impedir o uso da Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional. Antes da viagem à Ásia, Lula já havia afirmado que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria e defendeu relações equilibradas com todos os países.
No mesmo pronunciamento, o presidente brasileiro voltou a defender a retomada das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Ele citou o recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia como exemplo do avanço do bloco em tratativas comerciais e destacou a importância de ampliar parcerias estratégicas.






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